Divisão Acadêmica
ABERTURA DE INSCRIÇÃO AO CONCURSO DE TÍTULOS E PROVAS VISANDO A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE LIVRE DOCENTE, JUNTO AOS DEPARTAMENTOS DE BOTÂNICA, ECOLOGIA, FISIOLOGIA, GENÉTICA E BIOLOGIA EVOLUTIVA, E ZOOLOGIA DO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
O Diretor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo torna público a todos os
interessados que, de acordo com o decidido pela Congregação em sessão ordinária realizada em 12/12/2025, estarão abertas, pelo prazo de quinze dias úteis, com início às 09 horas (horário de Brasília) do dia 25/03/2026 e término às 18 horas (horário de Brasília) do dia 15/04/2026, as inscrições ao concurso público de títulos e provas para concessão do título de Livre Docente junto aos Departamentos de Botânica, Ecologia, Fisiologia, Genética e Biologia Evolutiva, e Zoologia, nos termos do art. 125, parágrafo 1o, do Regimento Geral da USP, e o respectivo programa que segue:
DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA
BIB-0124 – DIVERSIDADE E EVOLUÇÃO DE ORGANISMOS FOTOSSINTETIZANTES
1. Diversidade global de organismos fotossintetizantes com clorofila a: reconhecimento e
caracterização morfológica dos principais grupos e de sua importância biológica e evolutiva,
situado em contexto filogenético.
2. Procariontes fotossintetizantes com clorofila a: cianobactérias.
3. Filogenia dos grandes grupos de eucariontes fotossintetizantes. Algas pardas.
4. Linhagem Plantae: Algas vermelhas.
5. Linhagem Viridiplantae: Algas verdes.
6. Linhagem Embriófitas e a ocupação do ambiente terrestre. Briófitas: hepáticas, antóceros e musgos.
7. Filogenia e adaptações das traqueófitas (plantas vasculares) ao ambiente terrestre.
8. Diversidade das licófitas (licopódios e selaginelas).
9. Diversidade das eufilófitas monilófitas (samambaias, cavalinhas e outras).
10. Novidades vegetativas das eufilófitas lignófitas.
11. Novidades reprodutivas das espermatófitas.
12. Diversidade das gimnospermas (cicas, ginkgo, pinheiros e outras).
13. Angiospermas: novidades evolutivas com ênfase na reprodução.
14. Diversidade das angiospermas: clados basais, magnoliídeas, monocotiledôneas e
eudicotiledôneas.
BIB-0143 – RECURSOS ECONÔMICOS VEGETAIS
1. Aspectos da utilização das plantas pelo homem: interrelações ecossistemas-economia.
2. Origem da agricultura, domesticação, melhoramento genético, transgenia e conservação de Germoplasma.
3. Impactos da agricultura moderna.
4. Produtos do metabolismo: ação biológica, aspectos ecológicos e utilização econômica.
5. Fontes tradicionais e potenciais de alimento.
6. Plantas medicinais e tóxicas.
7. Bioprospecção de fármacos.
8. Recursos oriundos de ambientes marinhos.
9. Recursos madeireiros e não madeireiros.
10. Fontes tradicionais e potenciais de bioenergia.
BIB-0142 – FORMA E FUNÇÃO NO DESENVOLVIMENTO VEGETAL
1. Célula Vegetal: formação e estrutural da parede celular, estrutura e função dos vacúolos e plastídios.
2. Meristemas: estabelecimento das regiões meristemáticas no embrião, organização do
meristema apical caulinar e radicular, controle hormonal e gênico durante a embriogênese.
3. Diferenciação estrutural dos tecidos meristemáticos primários: protoderme, tecido de
preenchimento e procâmbio.
4. Sistema radicular: diversidade morfoanatômica, sinalização hormonal e formação das raízes primárias e laterais.
5. Sistema caulinar: diversidade morfoanatômica, sinalização hormonal e dominância apical no desenvolvimento do sistema caulinar.
6. Controle da fotomorfogênese e tropismos.
7. Desenvolvimento floral: indução floral, fotoperiodismo, controle gênico durante a formação floral e diversidade morfológica nos grandes grupos.
8. Frutificação: formação, desenvolvimento e amadurecimento, frutos climatéricos e não
climatéricos e armazenamento pós-colheita.
BIB-0145 – FORMA E FUNÇÃO DO METABOLISMO VEGETAL
1. Estrutura radicular e do sistema vascular em relação à absorção e condução de água e
Nutrientes.
2. Relações hídricas.
3. Absorção e assimilação de nutrientes e deficiências nutricionais.
4. Metabolismo do nitrogênio e fixação biológica do N2.
5. Fotossíntese: fase fotoquímica e fixação do carbono atmosférico.
6. Estrutura foliar e plastidial: diversidade e adaptações ecofisiológicas.
7. Metabolismo de carbono: relações fonte-dreno.
8. Estrutura do floema, translocação de açúcares e órgãos de reserva.
9. Estresses abiótico e biótico.
10. Morte celular programada e senescência.
BIB-0306 - METABOLISMO VEGETAL E BIOTECNOLOGIA
1 - Ferramentas biotecnológicas para a engenharia genética.
2 - Manipulação genética de plantas.
3 - Cultura de células e tecidos de plantas.
4 - Biologia de sistemas em plantas com enfoque em biotecnologia.
5 - Manipulação do desenvolvimento vegetal para fins biotecnológicos.
6 – Manipulação do metabolismo vegetal para fins biotecnológicos.
7 - Biotecnologia vegetal aplicada à produção de bioprodutos.
8 - Biotecnologia vegetal aplicada à fisiologia do estresse.
9 - Biotecnologia vegetal aplicada para otimização da produtividade e qualidade vegetal.
BIB-0311 – SISTEMÁTICA E EVOLUÇÃO DE ESPERMATÓFITAS
1. Significado das novidades evolutivas vegetativas e reprodutivas das lignófitas na conquista do ambiente terrestre.
2. Sistemática filogenética (baseada em dados morfológicos e moleculares), taxonomia e
principais passos na evolução dos principais clados de espermatófitas: cicadófitas, ginkgófitas, pinófitas (coníferas), gnetófitas, magnoliófitas (angiospermas).
3. Importância dos grupos fósseis na história evolutiva das traqueófitas.
4. Principais famílias de importância biológica e econômica dentre as espermatófitas:
caracterização e subsídios para seu reconhecimento prático.
5. O sistema APG de classificação ordinal das angiospermas: fundamentos e principais clados.
6. Padrões evolutivos de atributos adaptativos e de importância biológica das espermatófitas à luz das filogenias.
BIB-0313 – MORFOLOGIA E ANATOMIA COMPARADA DE PLANTAS VASCULARES
1. Diversidade e características básicas dos órgãos vegetativos.
2. Sistema radicular: meristema; desenvolvimento; variações morfológicas; diversidade e
especializações em contexto filogenético.
3. Sistema caulinar (folha): meristema; desenvolvimento; morfologia externa e interna;
diversidade e especializações em contexto adaptativo.
4. Sistema caulinar (caule): meristema; desenvolvimento; morfologia externa e interna;
diversidade e especializações em contexto filogenético; teoria Estelar.
5. Adaptações morfoanatômicas aos diferentes ambientes.
BIB-0315 – METABÓLITOS VEGETAIS, ORIGEM, DIVERSIDADE E APLICAÇÕES
1. Esquema geral do metabolismo vegetal e principais vias do metabolismo primário.
2. Principais vias do metabolismo secundário: acetato-malonato, acetato-mevalonato, metil-
eritritol fosfato, chiquimato.
3. Vias de biossíntese de metabólitos nitrogenados.
4. Biossíntese de substâncias por via mista.
5. Principais classes de metabólitos secundários: substâncias graxas, polifenóis, terpenoides e
alcaloides. Diversidade e distribuição nas angiospermas.
6. Papel dos metabólitos secundários na interação das plantas com fatores bióticos e abióticos.
7. Técnicas básicas de cromatografia.
0410107 – PRINCÍPIOS DE SISTEMÁTICA E BIOGEOGRAFIA
1. Bases da taxonomia, classificação e nomenclatura.
2. Histórico das classificações biológicas e da sistemática.
3. Coleções biológicas e suas aplicações para estudos da diversidade.
4. Conceitos, terminologia, topologias e leitura de filogenias.
5. Lógica da inferência filogenética.
6. Critério de Otimização I: Fenética.
7. Critério de Otimização II: Parcimônia.
8. Critério de Otimização III: Máxima Verossimilhança e Bayesianismo.
9. Aplicações de filogenias em classificação, ecologia e evolução.
10. Biogeografia: histórico e escolas da biogeografia histórica.
11. Padrões de distribuição.
12. Cronobiogeografia e inferência de história biogeográfica.
0410109 – FAUNA, FLORA E AMBIENTE
1. Conceito de diversidade biológica e suas aplicações.
2. Padrões e processos em biodiversidade.
3. Fatores bióticos e abióticos, noções de escala espaço-temporal, e sua relação com a geração de biodiversidade.
4. Interações biológicas.
5. Biodiversidade brasileira.
6. Sociobiodiversidade.
7. Conservação e impactos relacionados à Biodiversidade.
8. Obtenção e análise de dados em estudos de fauna e flora e dos ambientes nos quais estes ocorrem.
9. Disseminação de resultados de pesquisa científica: formas e procedimentos.
10. Papel do biólogo na sociedade.
11. O biólogo como professor.
0411206 - INTRODUÇÃO AO ENSINO DE BIOLOGIA
1. Importância do Ensino de Biologia para a sociedade.
2. Processos de ensino-aprendizagem de Biologia na Educação Básica.
3. Recursos e estratégias para o ensino-aprendizagem de Biologia na Educação Básica.
4. Avaliação da aprendizagem no Ensino de Biologia na Educação Básica.
5. Elementos históricos do Ensino de Biologia na Educação Básica.
6. Tendências atuais no Ensino de Biologia na Educação Básica.
7. Inserção da Biologia nos documentos norteadores da Educação Básica brasileira.
8. Biologia e Divulgação científica: desafios e possibilidades.
9. Biologia em Espaços de Educação não-formal.
10. Formação dos professores de Biologia para Educação Básica.
11. Conhecimentos docentes e o Ensino de Biologia.
12. A pesquisa em Ensino de Biologia: tendências e práticas.
DEPARTAMENTO DE ECOLOGIA
BIE0213 – Ecologia dos indivíduos às populações
1. Ecologia: Âmbito e abordagens.
2. Organismos e seu ambiente.
3. Condições e recursos.
4. Nicho ecológico.
5. Padrões espaciais e temporais de populações.
6. Interações entre populações.
BIE0214 - Ecologia de comunidades e ecossistemas
1. Comunidades: definição, padrões no espaço e sucessão ecológica.
2. Teoria de biogeografia de ilhas.
3. Padrões de diversidade em tempo evolutivo.
4. Competição e a estrutura de comunidades em tempos ecológico e evolutivo.
5. Ecossistemas e teias tróficas: fluxo de energia, ciclagem de matéria e padrões de interação.
6. Mutualismos e antagonismos em tempos ecológico e evolutivo
BIE0315 – Tópicos Avançados em Ecologia de Animais
1.Introdução à disciplina.
2. Histórico e fundamentos.
3. Interações entre animais, plantas, microrganismos e humanos.
4. Estratégias reprodutivas.
5. Estruturas sociais.
6. Forrageio e alimentação.
7. Movimentos em diferentes escalas.
8. Seleção de habitat e territorialidade.
BIE0317 - Conservação da Biodiversidade
- O que é desenvolvimento sustentável?
- O que é conservação biológica? Por que conservar?
- Biodiversidade - padrões e processos.
1. Elementos fundamentais de sustentabilidade e Conservação.
- Vulnerabilidade à extinção e equilíbrio dos ecossistemas.
2. Ameaças à biodiversidade.
- perda e fragmentação de habitat.
- super exploração.
- invasão de espécies.
3. Abordagens para solução dos problemas de Conservação.
- sistema de unidades de conservação e planos de manejo.
- licenciamento ambiental.
- código florestal e legislação ambiental.
- restauração ecológica.
4. Temas transversais de discussão
- código florestal brasileiro.
- energia e biocombustíveis.
- mudanças climáticas.
BIE0320 - Ecologia de Populações e Comunidades Vegetais
1. Dinâmica de populações vegetais:
- Definição.
- Métodos de análise de dados: Análise de padrões temporais; Modelos de crescimento
populacional; Modelos matriciais; Análise de sensibilidade e elasticidade; Estocasticidade
ambiental e demográfica.
- Principais contextos teóricos: Processos relacionados a mudanças temporais em populações;
Efeitos dependentes e independentes da densidade; Modelo Janzen-Connell (distância e
densidade); Interações com inimigos naturais; Interações competitivas; Interações de
facilitação.
2. Estrutura de populações vegetais:
- Definição.
- Métodos de análise de dados: Estrutura espacial em diferentes escalas; Índices de agregação;
Uso de testes de Monte Carlo para avaliar significância.
- O que é desenvolvimento sustentável?
- O que é conservação biológica? Por que conservar?
- Biodiversidade - padrões e processos.
- Principais contextos teóricos: Relações entre padrões e processos; Processos baseados em nicho; Associação com hábitats; Limitação de dispersão; Importância da estrutura espacial na análise de interações ecológicas.
3. Dinâmica de comunidades vegetais
- Definição.
- Métodos de análise de dados: Modelos de dinâmica estocástica; Modelos de soma zero;
Simulação de modelos neutros; Modelos de metacomunidade com e sem migração.
- Principais contextos teóricos: Teoria Neutra da biodiversidade; Biogeografia de Ilhas;
Estocasticidade demográfica; Processos baseados em nicho; Processos de dispersão e migração; Processos estabilizadores e equalizadores.
4. Estrutura de comunidades vegetais
- Definição.
- Métodos de análise de dados: Índices de similaridade; Métodos multivariados de análise de estrutura de comunidades; Relações filogenéticas em comunidades vegetais.
- Principais contextos teóricos: Padrões e processos relacionados a riqueza, abundância e
composição de espécies em comunidades vegetais; Componentes da diversidade (alfa, beta e gama); Mecanismos de coexistência de espécies; Processos neutros; Processos baseados em nicho; História e Filogeografia.
BIE0322 – Autoecologia Vegetal
1. História da Ecologia Vegetal.
2. Ecofisiologia.
3. Fator Luz – Radiação Eletromagnética e interação com o vegetal.
- Unidades e técnicas de medição.
- Padrões de irradiância e microclima.
- Aclimatação e ajuste ao ambiente de radiação nos vegetais.
- Modelos de copa e interceptação da radiação.
4. Balanço de energia e temperatura
- Convecção.
- Modelos foliares e balanço energético.
5. Fator água
- Balanço hídrico.
- Solo e regime de aporte hídrico.
- Padrões de uso da água e resistência ao stress hídrico.
6. Ecofisiologia da Fotossíntese
- Ponto de compensação luminosa.
- Tipos fotossintéticos.
- Resistência ao sombreamento.
7. Ecofisiologia do Stress.
8. Classificação e Teoria do Stress.
9. Integração entre respostas a fontes de Stress.
10. Mudanças globais e efeitos no Balanço de Carbono.
0410109 – Fauna, Flora e Ambiente
1. Conceito de diversidade biológica e suas aplicações.
2. Padrões e processos em biodiversidade.
3. Fatores bióticos e abióticos e sua relação com a geração de biodiversidade.
4. Interações biológicas.
5. Biodiversidade brasileira.
6. Obtenção e análise de dados em estudos de fauna e flora e dos ambientes nos quais estes ocorrem.
7. Disseminação de resultados de pesquisa científica: formas e procedimentos.
8. Papel do biólogo na sociedade.
9. O biólogo como professor.
0410517 - Estágio Supervisionado em Ensino de Biologia
1. Alfabetização científica como perspectiva formativa no ensino de ciências e biologia.
2. O ensino de ciências por investigação como abordagem didática para o engajamento em
práticas epistêmicas.
3. Avaliação para a aprendizagem na educação em ciências e biologia.
- Componentes do balanço de energia.
- Fluxo de massa.
5. Sequências didáticas investigativas: articulando objetivos de aprendizagem, estratégias e
recursos.
6. O ensino de ciências e biologia nos documentos curriculares oficiais.
7. Papéis de professores e estudantes no ensino de ciências por investigação.
8. Relações entre temas sociocientíficos e ensino de ciências por investigação.
9. Articulação entre teorias pedagógicas e realidade escolar na formação de professores de
ciências e biologia.
10. O papel do estágio supervisionado na formação de professores de ciências e biologia.
11. A pesquisa sobre formação de professores no ensino de ciências e biologia: tendências e práticas.
DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA
Fisiologia Animal: Controle Interno e Reprodução
1. Níveis de organização e evolução do sistema endócrino.
2. Integração neuro-humoral. Sistemas de controle da produção e liberação de hormônios.
3. Ritmos biológicos. Mecanismos de controle do ciclo sono-vigília.
4. Controle neuro-endócrino da reprodução.
5. Gravidez e lactação.
6. Neuroimunomodulação.
7. Controle endócrino do metabolismo intermediário.
8. Controle integrado da resposta a estressores.
9. Sistema neuroendócrino em invertebrados.
10. Eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. Fisiologia Animal: Mecanismos e Adaptação da Respiração, Circulação e Energética
1. Sistemas biológicos e equilíbrio. Troca e transporte de materiais nos compartimentos do
organismo.
2. Circulação de fluidos. Pressão, resistência e fluxo em compartimentos vasculares.
3. Coração e função cardíaca. Efeitos do tamanho corpóreo, modo de vida e habitat na função cardiovascular.
4. Metabolismo energético no contexto ecológico e comportamental. Taxa metabólica basal.
Efeitos do tamanho corpóreo, modo de vida e habitat.
5. Órgãos de trocas de O2 e CO2, pulmões e função pulmonar. Transporte de gases respiratórios.
6. Regulação da ventilação.
7. Termogênese e termorregulação. Animais ectotermos e endotermos e heterotermia.
8. Ajustes do metabolismo à escassez de O2 e à variação de temperatura no ambiente. Estados hipometabólicos.
Fisiologia Animal: Mecanismos e Adaptação da Osmorregulação, Nutrição e Locomoção
1. Movimento, músculos e atividade muscular. Contração muscular, produção de força e
movimento.
2. Controle da locomoção de vertebrados e invertebrados.
3. Tipos de fibras musculares esqueléticas e relações com o desempenho locomotor e
comportamento. Adaptações e funções especiais da musculatura.
4. Alimentação, digestão e absorção. Adaptações à composição da dieta e ao regime alimentar.
5. Nutrição e formação de estoques de substratos energéticos. Ajustes à escassez de alimento e ao jejum.
6. Ingestão de água e sais e balanço hídrico e eletrolítico. Osmorregulação e excreção em
organismos aquáticos e ajustes à salinidade do meio.
7. Osmorregulação e excreção em organismos terrestres. Ajustes à escassez de água.
8. Rim e função renal.
9. Equilíbrio ácido-básico em organismos aquáticos e terrestres.
Fisiologia Animal: Mecanismos e Adaptação da Comunicação e Integração
1. Níveis de organização neural e o conceito de unidades funcionais.
2. Potencial de membrana, potencial de ação, comunicação celular e mecanismos de integração.
3. Mecanismos de transdução do sinal e potenciais receptores (ou geradores).
4. Sistemas sensoriais: órgãos dos sentidos, adaptação aos diferentes meios e integração neural
em invertebrados e vertebrados.
5. Desenvolvimento e organização do sistema nervoso na filogênese. Centralização e
cefalização.
6. Evolução do sistema nervoso.
7. Aprendizagem, memória e atenção.
8. Controle nervoso do sistema circadiano.
obs.: cada candidato poderá se inscrever em uma ou mais disciplinas.”
DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E BIOLOGIA EVOLUTIVA
ESPECIALIDADE: GENÉTICA
1 – Princípios básicos da herança.
2 – Base cromossômica da hereditariedade.
3 – Determinação do sexo.
4 – Mapa de ligação gênica.
5 – Interação gênica.
6 – Herança poligênica; mecanismo multifatorial.
7 – Herança citoplasmática.
8 – Bases moleculares da hereditariedade.
9 – Uso de análises ômicas para descrever sistemas biológicos.
ESPECIALIDADE: GENÉTICA HUMANA
1 – Princípios básicos da herança.
2 – Variações numéricas e estruturais dos cromossomos.
3 – Herança epigenética.
4 – Determinação e diferenciação do sexo.
5 – Identificação de genes associados a doenças genéticas.
6 – Bases moleculares das doenças genéticas.
7 – Genética de características com herança complexa.
8 – Análise integrada de ômicas para entender caracteristicas e doenças humanas.
ESPECIALIDADE: GENÉTICA DE POPULAÇÕES
1 – Variabilidade genética das populações: polimorfismos genéticos.
2 – Distribuição populacional de alelos e genótipos; estimativas de frequências alélicas.
3 – Sistemas de cruzamentos: panmixia e seus desvios.
4 – Seleção natural; polimorfismos equilibrados.
5 – Coalescência
6 – Fluxo gênico.
7 – Deriva genética.
8 – Genômica de populações.
ESPECIALIDADE: BIOLOGIA CELULAR
1 – Membrana plasmática e suas especializações.
2 – Secreção celular.
3 – O sistema lisossômico e a digestão intracelular.
4 – Organelas oxidativas.
5 – Citoesqueleto e movimentos celulares.
6 – Interação funcional entre as organelas citoplasmáticas.
7 - Ciclo celular e mitose. Meiose.
8 – Diferenciação celular.
9 – Núcleo Interfásico.
ESPECIALIDADE: BIOLOGIA MOLECULAR
1 – Estrutura e síntese dos ácidos nucléicos.
2 – Síntese de proteínas.
3 – Estrutura gênica e regulação da expressão gênica em procariontes.
4 – Estrutura gênica e regulação da expressão gênica em eucariontes.
5 – Bases moleculares da recombinação gênica.
6 – Evolução molecular do genoma eucarionte.
7 – Evolução do conceito de gene.
8 – Modelos de estudo da ação gênica.
9 – Tecnologia do DNA recombinante e suas aplicações.
ESPECIALIDADE: BIOLOGIA EVOLUTIVA
1 – Teorias da evolução.
2 - Origem e evolução das células.
3 – Variabilidade genética.
4 – Seleção natural e adaptação.
5 – Conceitos de espécie.
6 – Modos de especiação.
7 – Evolução do genoma.
8 – Evolução dos sistemas sexuais.
9 – Coevolução.
10 – Macroevolução.
ESPECIALIDADE: ANTROPOLOGIA BIOLÓGICA
1 – Origem, diversidade e evolução dos primatas.
2 – A posição biológica dos humanos entre os primatas.
3 – Origem e diferenciação dos hominíneos.
4 – Evolução de Homo sapiens.
5 – Origens do Homo sapiens na América.
6 – Diversidade biológica de Homo sapiens.
7 – Crescimento e desenvolvimento corporal nas populações humanas atuais.
8 – Adaptação e adaptabilidade da forma e do tamanho corporal entre as populações humanas atuais.
9 – Reconstrução do estilo e da qualidade de vida a partir de remanescentes ósseos humanos.
10 – Paleopatologia e evolução das doenças na humanidade.
ESPECIALIDADE: HISTÓRIA DA BIOLOGIA E ENSINO
1 – Naturalistas e inventários da natureza no Brasil Colônia.
2 – Organização da diversidade de seres vivos ao longo da história.
3 – Ideias de geração e herança da Antiguidade à idade moderna.
4 – Observação e experiência no estudo dos seres vivos no início das ciências modernas.
5 – Desenvolvimento da teoria celular.
6 – Ideias de evolução das espécies: perspectiva histórica.
7 – História da Genética.
8 – História da Ciência: fontes, método e abordagens.
9 – Aplicação da História da Biologia no Ensino de Ciências e Biologia.
DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA
INVERTEBRADOS
1 - Introdução e Origem de Animalia (Metazoa); caracterização do reino e conceituação da
condição parazoária e eumetazoária. Padrões gerais de desenvolvimento embrionário.
2 - Porifera: caracterização e tipos morfológicos, biologia, reprodução das classes Calcarea,
Hexactinellida e Demospongiae.
3 - Placozoa: caracterização e biologia.
4 -Cnidaria: caracterização do filo. Organização estrutural, biologia, reprodução das classes Hydrozoa, Scyphozoa, Cubozoa e Anthozoa.
5 - Ctenophora: caracterização, biologia e reprodução.
6 - Introdução aos Bilateria e sua origem. Acoelomorpha. Diversificação dos Bilateria. Condição protostômia e deuterostômia. Condição de arquitetura corpórea acelomada e celomada. Formação do celoma por processo esquizocélico e enterocélico.
7 - Platyhelminthes: organização geral dos acelomados. Organização estrutural, biologia,
reprodução e embriogênese dos táxons Turbellaria e Neodermata (Trematoda, Monogenea,
Cestoda). Platyhelminthes de interesse médico no Brasil.
8 - Gnathifera: Caracterização estrutural, biologia e reprodução de Syndermata (Rotifera e
Acanthocephala) e Gnathostomulida.
9 - Lophotrochozoa. Caracterização das sinapomorfias que unem o grupo (Lophophorata e
Eutrochozoa). Organização estrutural, biologia e reprodução de Lophophorata (Bryozoa,
Brachiopoda e Phoronida). Eutrochozoa (Nemertea, Mollusca e Annelida).
10 - Mollusca: caracterização do filo. Organização estrutural e aspectos adaptativos das classes Aplacophora, Monoplacophora, Polyplacophora e Scaphopoda.
Organização estrutural, biologia, reprodução das classes Gastropoda, Bivalvia e Cephalopoda.
11 - Annelida: Organização estrutural, biologia, reprodução dos táxons Polychaeta, e Clitelata (Oligochaeta e Hirudinea).
12 - Ecdysozoa. Cicloneuralia: organização geral dos pseudocelomados. Organização estrutural, biologia, reprodução, aspectos adaptativos do táxon Nematoda. Nematódeos de interesse médico no Brasil. Apresentação geral de outros grupos de Cicloneuralia: Nematomorpha, Priapula, Kinorhyncha e Loricifera.
13 - Ecdysozoa (continuação): Panarthropoda. Introdução aos Arthropoda. Organização
estrutural, biologia, reprodução e aspectos adaptativos dos grandes táxons de artrópodes:
Onychophora, Tardigrada, Chelicerata (Pycnogonida, Merostomata e Arachnida) e Mandibulata (Myriapoda, Crustacea e Hexapoda).
14 - Deuterostomia. Organização estrutural, biologia, reprodução e aspectos adaptativos dos táxons de Echinodermata (Asteroidea, Crinoidea, Ophiuroidea, Echinoidea e Holothuroidea).
15 - Organização estrutural, biologia, reprodução de táxons de posição incerta: Gastrotricha, Chaetognatha.
16 - Filogenia e diversificação de Metazoa.
PRINCÍPIOS DE SISTEMÁTICA E BIOGEOGRAFIA
1 - Diversidade biológica e sistemática.
2 - Conceitos de indivíduo, população e espécie.
3 - Os caracteres. Homologias e Analogias. Plesiomorfias, apomorfias e Homoplasias.Tipos de semelhanças e grupos mono-, para- e polifiléticos. Níveis de universalidade.
4 - História das classificações biológicas. Escolas de classificação: tradicional, evolutiva,
filogenética e numérica: objetivos e metodologia de cada escola.
5 - Nomenclatura biológica. Objetivos. Categorias taxonômicas. Os códigos internacionais de nomenclatura biológica.
6 - Identificação. Métodos de identificação. Importância dos museus e herbários. As coleções sistemáticas.
7 - História da Biogeografia. Biogeografia descritiva. Biogeografia interpretativa: histórica e
ecológica.
8 - Biota e áreas de endemismo. Área de distribuição. Centros de origem, dispersão e vicariância.
9 - Principais escolas de biogeografia histórica: evolutiva, filogenética, pan-biogeografia e
vicariância.
10 - Relações entre sistemática, ecologia e biogeografia.
BIODIVERSIDADE E A CIÊNCIA DA CONSERVAÇÃO
1. Estado do conhecimento da diversidade de espécies no Brasil e no mundo.
2. Congruência na distribuição da diversidade entre grupos de espécies no mundo.
3. Fatores que condicionam a diversidade de espécies – perspectivas ecológicas e
biogeográficas.
4. Hipóteses ecológicas, evolutivas e históricas para o gradiente latitudinal de variação da
diversidade de espécies.
5. Da biologia para a ciência da conservação – disputas sobre os fundamentos funcionais e éticos que definem objetivos e práticas da conservação da biodiversidade.
6. Valores intrínseco, instrumentais e relacionais atribuídos à natureza.
7. Papel e limites da ciência e dos cientistas na conservação da biodiversidade – objetividade e neutralidade na ciência.
8. Aproximando a ciência da prática na conservação da biodiversidade – modelos uni e
bidirecionais de aproximação entre ciência e prática.
9. Perspectiva ocidental de natureza e a crise socioambiental.
10. Relações humano-natureza como base dos conflitos socioambientais.
BIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO
1. Especificação celular e diferenciação.
2. A linhagem germinativa.
3. Gametogênese e gonadogênese.
4. Desenvolvimento cedo: divisão celular e clivagem em vários grupos de animais.
5. A gastrulação comparada, camadas germinativas, o Organizador.
6. Neurulação e cresta neural.
7. Organogênese: comparando o desenvolvimento de olhos em animais.
8. Ciclos de vida e metamorfose.
9. Regeneração.
10. Células tronco e desenvolvimento.
O concurso será regido pelos princípios constitucionais, notadamente o da impessoalidade, bem como pelo disposto no Estatuto e no Regimento Geral da Universidade de São Paulo e no Regimento do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
1. Os pedidos de inscrição deverão ser feitos, exclusivamente, por meio do link
https://uspdigital.usp.br/gr/admissao, no período acima indicado, devendo o candidato
apresentar requerimento dirigido ao Diretor do Instituto de Biociências da Universidade de
São Paulo, contendo dados pessoais e área de conhecimento (especialidade) do
Departamento a que concorre, acompanhado dos seguintes documentos:
I – documentos de identificação (RG e CPF ou passaporte);
II – memorial circunstanciado, em português, ou espanhol, ou inglês, no qual sejam
comprovados os trabalhos publicados, as atividades realizadas pertinentes ao concurso e as demais informações que permitam avaliação de seus méritos, em formato digital;
III – prova de que é portador do título de Doutor, outorgado pela USP, por ela reconhecido
ou de validade nacional;
IV – tese original ou texto que sistematize criticamente a obra do candidato ou parte dela,
em português, ou espanhol, ou inglês, em formato digital;
V – prova de quitação com o serviço militar para candidatos do sexo masculino;
VI – certidão de quitação eleitoral (que ateste estar quite) ou certidão circunstanciada
emitida pela Justiça Eleitoral há menos de 30 dias do início do período de inscrições.
§ 1o - Por memorial circunstanciado referido no inciso II, entende-se a apresentação de
análise reflexiva sobre a formação acadêmica, as experiências pessoais de estudo, trabalhos, pesquisas, publicações e outras informações pertinentes à vida acadêmica e profissional, indicando motivações e significados.
§ 2o - Elementos comprobatórios do memorial referido no inciso II, tais como maquetes,
obras de arte ou outros materiais que não puderem ser digitalizados deverão ser
apresentados até o último dia útil que antecede o início do concurso.
§ 3o - Não serão admitidos como comprovação dos itens constantes do memorial links de
Dropbox ou Google Drive ou qualquer outro remetendo a página passível de alteração pelo
próprio candidato.
§ 4o - Para fins do inciso III, não serão aceitas atas de defesa sem informação sobre
homologação quando a concessão do título de Doutor depender dessa providência no
âmbito da Instituição de Ensino emissora, ficando o candidato desde já ciente de que neste
caso a ausência de comprovação sobre tal homologação implicará o indeferimento de sua
inscrição.
§ 5o - O texto sistematizado referido no inciso IV, alternativo da tese original, deve ser
elaborado de forma crítica, com a necessária articulação teórica, precedido por uma
introdução e completado pelas conclusões, devendo ser individual e de autoria do próprio
candidato. Os trabalhos nos quais se fundamenta o texto sistematizado podem eventualmente ter sido produzidos em coautoria com outros pesquisadores e devem ser
anexados em qualquer língua em que estejam escritos, podendo a Congregação solicitar ao candidato a sua tradução, caso considere necessário.
§ 6o - Os docentes em exercício na USP serão dispensados das exigências referidas nos
incisos V e VI, desde que tenham comprovado a devida quitação por ocasião de seu contrato inicial.
§ 7o - Os candidatos estrangeiros serão dispensados das exigências dos incisos V e VI,
devendo comprovar que se encontram em situação regular no Brasil por ocasião da
realização das provas.
§ 8o - No ato da inscrição, os candidatos com ou sem deficiência poderão informar a
necessidade de recursos específicos para a realização das provas, devendo anexar laudo
médico emitido há no máximo 2 (dois) anos, redigido em língua portuguesa ou
acompanhado de tradução juramentada, em que conste de forma clara a necessidade de
adaptação.
§ 9o - É de integral responsabilidade do candidato o upload de seus documentos no campo
específico indicado pelo sistema constante do link https://uspdigital.usp.br/gr/admissao,
ficando o candidato ciente de que o upload de documentos em campo diverso poderá
implicar o indeferimento de sua inscrição, caso reste comprometida a análise da
documentação.
§ 10 - É de integral responsabilidade do candidato a apresentação de seus documentos em
sua inteireza (frente e verso) e em arquivo legível, ficando o candidato desde já ciente de
que, se não sanar durante o prazo de inscrições eventual irregularidade de upload de
documento incompleto ou ilegível, sua inscrição será indeferida.
§ 11 - Não será admitida a apresentação extemporânea de documentos pelo candidato,
ainda que em grau de recurso.
§ 12 - No momento da solicitação de inscrição, o candidato deverá assinalar a concordância com os termos que constam neste edital, bem como declarar que aceita que os seus dados pessoais, sensíveis ou não, sejam tratados e processados de forma a possibilitar a efetiva execução do concurso público, com a aplicação dos critérios de avaliação e seleção, autorizando expressamente a divulgação de seus nomes e notas, em observância aos princípios da publicidade e da transparência que regem a Administração Pública e nos termos da Lei no 13.709/2018.
§ 13 – Somente serão analisadas pela Congregação as inscrições devidamente submetidas
em conformidade com os termos deste Edital.
§ 14 – No ato da inscrição, o candidato poderá manifestar a intenção de realizar as provas
na língua espanhola, ou inglesa, nos termos do Regimento do Instituto de Biociências da
Universidade de São Paulo. Os conteúdos das provas realizadas nas línguas nas línguas
espanhola, inglesa e portuguesa serão idênticos.
2. As inscrições serão julgadas pela Congregação do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, em seu aspecto formal, no prazo máximo de 90 (noventa) dias após o fim do período de inscrição, publicando-se a decisão no Diário Oficial do Estado no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
§ 1o – O concurso deverá realizar-se no prazo máximo de 120 (cento e vinte dias), a contar
da data da publicação no Diário Oficial do Estado da aprovação das inscrições, de acordo
com o artigo 166 do Regimento Geral da USP.
§ 2o - A convocação para as provas será publicada no Diário Oficial do Estado no mínimo 5
(cinco) dias úteis antes de sua realização.
3. As provas constarão de:
I – defesa de tese ou de texto que sistematize criticamente a obra do candidato ou parte
dela – peso 3 (três);
II – julgamento do memorial com prova pública de arguição – peso 4 (quatro);
III – avaliação didática – peso 3 (três);
§ 1o - A convocação dos inscritos para a realização das provas será publicada no Diário Oficial do Estado.
§ 2o - Será eliminado do presente certame, sem prejuízo de eventuais sanções legais
cabíveis, o candidato que, a qualquer tempo:
a) chegar após o horário estabelecido para o início dos trabalhos do concurso ou de qualquer uma das provas, inclusive para o sorteio de ponto, se houver;
b) deixar de comparecer quando solicitada sua presença nas fases do concurso ou se
ausentar das provas sem autorização da Comissão Julgadora;
c) efetuar, nos documentos de prova que exija o anonimato da autoria, qualquer sinal,
marca, rubrica, anotação ou assinatura que permita sua identificação;
d) adotar comportamento inadequado ou que venha a tumultuar a realização das provas ou
de quaisquer outras etapas do certame, perturbando a ordem dos trabalhos por meio de
manifestações verbais ou conduta incompatível com a lisura e a tranquilidade do ambiente;
e) portar arma de fogo no local de realização das provas, ainda que possua autorização legal para o respectivo porte, ressalvados os casos excepcionais previstos em lei e expressamente autorizados pela Comissão Julgadora.
4. As provas relacionadas nos incisos I a III do item 3 deste edital poderão ser realizadas por videoconferência, contando com a presença, no local do concurso, do candidato, do
Presidente da Comissão Julgadora e ao menos dois outros membros da Comissão Julgadora.
§ 1o - Aos examinadores que estejam à distância será permitido avaliar e arguir nas mesmas condições que seriam oferecidas aos examinadores presentes no local do concurso.
§ 2o - As provas em que for utilizado sistema de videoconferência ou outros meios
eletrônicos serão suspensas (por trinta minutos), caso verificado problema técnico que
impeça a adequada participação de qualquer examinador ou do candidato.
§ 3o - Se a conexão não for restabelecida no prazo de trinta minutos, o concurso será
suspenso e deverá ser retomado a partir do estágio em que ocorreu o problema técnico.
§ 4o - Serão preservadas as provas finalizadas antes da ocorrência de problemas técnicos no sistema de videoconferência ou outro meio eletrônico.
§ 5o - Todas as ocorrências deverão ser registradas no relatório final.
§ 6o - Deverá ser utilizado sistema eletrônico seguro adotado pela Universidade nas
atividades do concurso que exijam a reunião da Comissão Julgadora em sessão secreta.
5. Na defesa pública de tese ou de texto serão obedecidas as seguintes normas:
I – a tese ou texto será enviado a cada membro da Comissão Julgadora, pelo menos trinta
dias antes da realização da prova;
II – a duração da arguição não excederá de trinta minutos por examinador, cabendo ao
candidato igual prazo para a resposta;
III – havendo concordância entre o examinador e o candidato, poderá ser estabelecido o
diálogo entre ambos, observado o prazo global de sessenta minutos.
Parágrafo único - Na defesa pública de tese ou de texto elaborado, os examinadores levarão em conta o valor intrínseco do trabalho, o domínio do assunto abordado, bem como a contribuição original do candidato na área de conhecimento pertinente.
6. O julgamento do memorial e a avaliação da prova pública de arguição serão expressos
mediante nota global, atribuída após a arguição de todos os candidatos, devendo refletir o
desempenho na arguição, bem como o mérito dos candidatos.
§ 1o – O mérito dos candidatos será julgado com base no conjunto de suas atividades que
poderão compreender:
I – produção científica, literária, filosófica ou artística;
II – atividade didática;
III – atividades de formação e orientação de discípulos;
IV – atividades relacionadas à prestação de serviços à comunidade;
V – atividades profissionais, ou outras, quando for o caso;
VI – diplomas e outras dignidades universitárias.
§ 2o – A Comissão Julgadora considerará, de preferência, os títulos obtidos, os trabalhos e
demais atividades realizadas após a obtenção do título de doutor.
7. A prova de avaliação didática destina-se a verificar a capacidade de organização, a produção ou o desempenho didático do candidato.
Parágrafo único - A prova de avaliação didática será pública, correspondendo a uma aula no nível de pós-graduação, e realizada com base no programa previsto neste edital, de acordo com o artigo 156 e parágrafos do Regimento Geral da USP, com o art. 46, inciso V do Regimento do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, e com as seguintes
normas:
I – compete à Comissão Julgadora decidir se o tema escolhido pelo candidato é pertinente
ao programa acima mencionado;
II – o candidato, em sua exposição, não poderá exceder a sessenta minutos, devendo ser
promovida a sua interrupção pela Comissão Julgadora quando atingido o 60o (sexagésimo)
minuto de prova;
III – cada membro da comissão julgadora poderá formular perguntas sobre a aula
ministrada, não podendo ultrapassar o prazo de quinze minutos, assegurado ao candidato
igual tempo para a resposta.
8. O julgamento do concurso de livre-docência será feito de acordo com as seguintes normas:
I – a nota da prova de avaliação didática será atribuída imediatamente após o término das
provas de todos os candidatos;
II – o julgamento do memorial e a avaliação da prova pública de arguição serão expressos
mediante nota global nos termos do item 6 deste edital;
III – concluída a defesa de tese ou de texto, de todos os candidatos, proceder-se-á ao
julgamento da prova com atribuição da nota correspondente;
9. As notas das provas variarão de zero a dez, podendo ser aproximadas até a primeira casa decimal.
10. Ao término da apreciação das provas, cada examinador atribuirá, a cada candidato, uma nota final que será a média ponderada das notas parciais por ele conferidas.
11. Findo o julgamento, a Comissão Julgadora elaborará relatório circunstanciado sobre o
desempenho dos candidatos, justificando as notas.
Parágrafo único - Poderão ser anexados ao relatório da Comissão Julgadora relatórios
individuais de seus membros.
12. O resultado será proclamado imediatamente pela Comissão Julgadora em sessão pública.
Parágrafo único – Serão considerados habilitados os candidatos que alcançarem, da maioria dos examinadores, nota final mínima 7 (sete).
13. O relatório da Comissão Julgadora deverá ser apreciado pela Congregação, para fins de homologação, após exame formal, no prazo máximo de 90 (noventa) dias.
Parágrafo único – A decisão da Congregação e os relatórios da Comissão Julgadora
deverão ser publicados no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
14. Caberá recurso, no prazo de 10 (dez) dias, contados da data da publicação do respectivo ato no Diário Oficial, sob pena de preclusão, nas seguintes hipóteses:
I – decisão da Congregação que constituir a Comissão Julgadora;
II – apreciação das inscrições pela Congregação, no que tange aos requisitos formais;
III – homologação do relatório final da Comissão Julgadora pela Congregação.
§ 1o – A avaliação de mérito dos candidatos é atribuição exclusiva e indelegável da
Comissão Julgadora, não cabendo às instâncias recursais sua reanálise, mas tão somente a verificação da legalidade e regularidade do processo avaliativo.
§ 2o – Os recursos interpostos com fundamento no inciso I deste item, após apreciação da
Congregação, somente terão prosseguimento para as instâncias superiores após eventual
homologação pela Congregação do relatório final do certame.
§ 3o – No processamento dos recursos interpostos com fundamento no inciso III deste
artigo, será garantida ao candidato indicado a faculdade de manifestação, em sede de
contrarrazões, no prazo de 10 (dez) dias contados de sua intimação para tanto.
15. Esclarecimentos sobre o presente edital poderão ser fornecidos pela Divisão Acadêmica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, no endereço de e-mail
academica@ib.usp.br.